Conto | Como Era nos Tempos de Mamãe.

  Ela era uma negra um pouco acima da média de estatura feminina chegando aos seus quase 1,70 m de altura e possuía um corpo magro devido aos esforços constantes do trabalho. Apesar de não dar privilégios á beleza enquanto trabalhava, tinha guardada, como toda mulher, seus momentos de vaidade, principalmente com os longos cabelos cacheados que vivia penteando sempre que lhe sobrava tempo. Dedicava a eles uma hidratação natural á base de óleo de coco e babosa que ela mesmo fazia em casa. Eu ficava ali com ela por horas "aprendendo"a extrair óleo de cocos e para mim eram horas preciosas, importantes e agradáveis, afinal eu estava com ela, minha mãe. Excetuando a severidade natural de uma mãe preocupada por estar criando sozinha um filho homem, tínhamos todos os momentos só nossos. Horas de brincar, sorrir, de contarmos e ouvirmos estórias, horas de vivermos.
  Estou certo de que aqueles que nasceram na década de 60 todos tenham excelentes lembranças das suas infâncias e dos seus pais. Eram outros idos, tempos maravilhosos em que a família era ativa e atuante no seu papel, sem sofrer influências externas tão consistentes como nos dias de hoje. Óbvio que todos os pais querem o melhor para seus filhos, mas naqueles tempos a situação era bem outra.  Vivíamos sozinhos em uma velha casa, mas aquilo nunca foi problema nem para mim e nem para dona Mira, uma guerreira que fazia com que aquela habitação humilde parecesse um palácio. E era. Aquela casa, durantes anos e anos fora o nosso abrigo seguro, nossa fortaleza, local onde recostávamos as nossas cabeças para o descanso de cada dia. Foi nesta casa que construímos parte da nossa história, sempre com dificuldades e muitas lutas, mas com muito amor.
  Nunca tivemos uma vida de luxo e apesar de parecer estranho, a situação nos aproxima ainda mais. Sabíamos que não estávamos sós; tínhamos Deus e um ao outro e nas horas mais difíceis, naquelas em que nos sentíamos mais fracos, procurávamos nos confortar. Era um hábito nosso depois que nos deitávamos, começar a contar estórias e anedotas e assim adormecíamos após muitos risos. Na manhã seguinte cada um seguia para cuidar das suas tarefas. Eu com os preparativos para ir á escola e mamãe cuidando do café da manhã. Nada de glamour, de especial e eu lembro que na época do Natal ela sempre vinha me contar sobre os presépios, Papai Noel e qual o verdadeiro significado do Natal. Lia a Bíblia para mim, apesar de não ser uma religiosa declarada, jamais negou sua fé em Deus e transmitia para mim estes preceitos.
  Hoje analisando as atitudes daquela mulher que muitas vezes chorava escondida para não demonstrar suas fraquezas para mim, que por tantas vezes franzia o senho tentando mostrar dureza nas ações, mas que não conseguia esconder o coração enorme que possuía, fico pensando que nela não havia apenas uma coisa especial. Tudo era especial naquela pessoa. Você talvez pense que seja um filho falando, mas o fato é que todos que de fato a conheceram pensavam da mesma forma que eu. Uma mulher capaz de ter morrido, mas mantido viva as suas memórias era sim uma pessoa especial. Logicamente quando partimos desta vida nada levamos conosco e o pouco que deixarmos, com o tempo será consumido, mas as memórias não. Estas permanecerão vivas eternamente, pois são sementes que foram deixadas conosco e que em momento oportuno darão seus frutos.
   Era isso que valorizávamos no tempo de mamãe. Havia um zelo muito grande pela construção e manutenção do caráter, da formação do indivíduo e exaustivamente estes pontos eram reforçados diariamente. Na época talvez eu não entendesse muito, não compreendesse o porque de tudo aquilo, mas hoje é possível saber que aquela estratégia era eficaz e correta. Por isso sempre faço questão de relatar tais questões nas minhas matérias, não por acreditar que mães assim sejam super, mas com certeza elas são heroínas, as nossas heroínas de cada dia.  

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 Tale | As It Was in Mama's Times.

 She was a black woman just above the average height of a woman who was almost six feet tall and had a lean body due to the constant efforts of the work. Although she did not give privileges to beauty while she worked, she had kept, like every woman, her moments of vanity, especially with her long curly hair that she combed whenever time was left. He gave them a natural hydration based on coconut oil and aloe that she herself did at home. I would stay with her for hours "learning" how to extract coconut oil and for me it was precious, important and pleasant hours, after all I was with her, my mother. Except for the natural severity of a mother worried that she was raising a son by herself, we had all our own moments. Hours of playing, smiling, of telling and hearing stories, hours of living.
  I am sure that those who were born in the 60's all have excellent memories of their childhoods and their parents. They were other times, wonderful times in which the family was active and active in its role, without suffering external influences as consistent as today. Obviously all parents want the best for their children, but in those times the situation was quite different. We lived alone in an old house, but that was never a problem for me and for Dona Mira, a warrior who made that humble dwelling look like a palace. And was. That house, for years and years, had been our safe haven, our fortress, where we lay our heads for the rest of each day. It was in this house that we built part of our history, always with difficulties and many struggles, but with much love.
  We never had a life of luxury and although it seems strange, the situation brings us closer. We knew we were not alone; we had God and one another and in the most difficult times, in those where we felt weaker, we tried to comfort ourselves. It was our habit after we lay down, start telling stories and anecdotes and so we fell asleep after a lot of laughter. The next morning each one went to do his chores. I with the preparations to go to school and Mom taking care of breakfast. No glamor, special and I remember that at Christmas time she always came to tell me about cribs, Santa Claus and what the true meaning of Christmas. She read the Bible to me, though she was not an outspoken nun, she never denied her faith in God and told me these precepts.
  Today, analyzing the attitudes of that woman who often cried hidden to not show her weaknesses to me, who often had her heart tried to show harshness in her actions, but who could not hide her enormous heart, I think that there was not only her a special thing. Everything was special in that person. You may think it is a son speaking, but the fact is that everyone who actually knew it thought the same way I did. A woman who could have died but kept alive her memories was a special person. Of course, when we leave this life we ​​take nothing with us and what little we leave, in time will be consumed, but the memories will not. These will remain alive forever, because they are seeds that have been left with us and that will give their fruits in due time.
   This was what we valued in Mom's time. There was a great zeal for the construction and maintenance of the character, the formation of the individual and exhaustively these points were reinforced daily. At the time I may not have understood much, I did not understand why all this, but today it is possible to know that strategy was effective and correct. So I always make a point of reporting such issues in my subjects, not because I believe that mothers are so super, but surely they are heroines, our daily heroines.

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 Cuento | Como era en los Tiempos de Mamá.

 Ella era una negra un poco por encima del promedio de estatura femenina llegando a sus casi 1,70 m de altura y poseía un cuerpo flaco debido a los esfuerzos constantes del trabajo. A pesar de no dar privilegios a la belleza mientras trabajaba, había guardado, como toda mujer, sus momentos de vanidad, principalmente con los largos cabellos rizados que vivía peinando siempre que le sobraba tiempo. Dedica a ellos una hidratación natural a base de aceite de coco y babosa que ella misma hacía en casa. Me quedaba allí con ella por horas "aprendiendo" a extraer aceite de cocos y para mí eran horas preciosas, importantes y agradables, al final yo estaba con ella, mi madre. Exceptuando la severidad natural de una madre preocupada por estar creando sola un hijo varón, teníamos todos los momentos sólo nuestros. Horas de jugar, sonreír, de contar y oír historias, horas de vivir.
  Estoy seguro de que aquellos que nacieron en la década de los 60 todos tienen excelentes recuerdos de sus infancias y de sus padres. Eran otros ancianos, tiempos maravillosos en que la familia era activa y actuante en su papel, sin sufrir influencias externas tan consistentes como en los días de hoy. Es obvio que todos los padres quieren lo mejor para sus hijos, pero en aquellos tiempos la situación era otra. Vivíamos solos en una vieja casa, pero eso nunca fue problema ni para mí ni para doña Mira, una guerrera que hacía que aquella habitación humilde pareciera un palacio. Y era. Aquella casa, durante años y años fuera nuestro refugio seguro, nuestra fortaleza, lugar donde recostábamos nuestras cabezas para el descanso de cada día. Fue en esta casa que construimos parte de nuestra historia, siempre con dificultades y muchas luchas, pero con mucho amor.
  Nunca tuvimos una vida de lujo y, a pesar de parecer extraño, la situación nos acerca aún más. Sabíamos que no estábamos solos; teníamos Dios y el uno al otro y en las horas más difíciles, en aquellas en las que nos sentíamos más débiles, buscábamos confortar. Era un hábito nuestro después de que nos acostábamos, empezar a contar historias y anécdotas y así dormimos después de muchas risas. A la mañana siguiente cada uno seguía para cuidar de sus tareas. Yo con los preparativos para ir a la escuela y mamá cuidando el desayuno. Nada de glamour, de especial y recuerdo que en la época de Navidad ella siempre venía a contarme sobre los pesebres, Papá Noel y cuál es el verdadero significado de la Navidad. Lía la Biblia para mí, a pesar de no ser una religiosa declarada, jamás negó su fe en Dios y me transmitió a mí estos preceptos.
  Hoy, analizando las actitudes de aquella mujer que muchas veces lloraba escondida para no demostrar sus debilidades para mí, que por tantas veces franchaba el sentido intentando mostrar dureza en las acciones, pero que no logra ocultar el corazón enorme que poseía, me quedaba pensando que en ella no había sólo una cosa especial. Todo era especial en aquella persona. Quizás pienses que es un hijo hablando, pero el hecho es que todos los que de hecho la conocieron pensaban de la misma forma que yo. Una mujer capaz de haber muerto, pero mantenido viva sus memorias era sí una persona especial. Lógicamente cuando partimos de esta vida nada llevamos con nosotros y lo poco que dejamos, con el tiempo será consumido, pero las memorias no. Estas permanecerán vivas eternamente, pues son semillas que se dejaron con nosotros y que en el momento oportuno darán sus frutos.
   Eso era lo que valorábamos en el tiempo de mamá. Había un celo muy grande por la construcción y mantenimiento del carácter, de la formación del individuo y exhaustivamente estos puntos eran reforzados diariamente. En la época tal vez yo no entendiera mucho, no comprendiera el por qué de todo aquello, pero hoy es posible saber que esa estrategia era eficaz y correcta. Por eso siempre hago cuestión de relatar tales cuestiones en mis materias, no por creer que madres así sean super, pero con certeza ellas son heroínas, nuestras heroínas de cada día.

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